Morte Minha

Quando falo comigo
em meu pensamento
acho que sou culpado
sempre é julgamento.

Nunca sou, entretanto, absolvido.
Sempre condenado
e como louco, que sou,
sinto-me sufocado.

Quero gritar para o mundo
não tenho nada a dizer

Quero ser importante
Mesmo sem nada a fazer

Cansei de brincar
brincar de escrever
brincadeira esta
que retrata o meu ser

Fico farto da vida
sinto-me distante de mim
quero apenas não amanhecer
quero um poema sem fim

Anseio dos meios esquecer.
refazer os começos
estar perto do fim

Não sei se posso.
Não me diga se posso

Desejo o que não sinto
Algo que me falta
Coisa para qual minto

Cansei de brincar de casinha
estou farto da minha vida no papel
quero algo real
seja no inferno, seja no Céu.

Lord Pascal

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *